A topologia, pode ela fazer escola? Há dois aspectos nessa questão: o da topologia, que seria conveniente definir e, ainda mais importante para a questão colocada, o da possibilidade de criar uma escola que atua/joga com um aquívoco: fazer escola, ou seja, conquistar a adesão dos psicanalistas à topologia em sua prática clínica ou daqueles que se interessam pela psicanálise dentro da ALI, ou tornar-se uma escola, uma escola lacaniana de topologia por direito próprio no interior da ALI, e convém definir o que se entende por escola, situando essa denominação em relação à história recente da psicanálise e ao desafio ético que ela implica.
E quanto à topologia? Se acreditarmos nos Ensaios sobre a topologia lacaniana, de Marc Darmon, a topologia é um aspecto da prática da matemática aplicada à psicanálise que Lacan implementou desde sua entrada na topologia do significante com Saussure, na década de 1950. Do que é feito o significante topologia? É literalmente um discurso-logos-sobre os lugares-topos. É referindo-se à disciplina matemática formalizada por Bourbaki que Lacan empreende, para a psicanálise, o desenvolvimento de um discurso sobre os lugares da estrutura, entendidos como lugares que só têm sentido pela diferença dentro da estrutura. É por isso que ele começa seu ensino com uma topologia do significante emprestada de Saussure, depois inaugura uma topologia das superfícies com a banda de Moebius, a garrafa de Klein, o Cross-Cap ou o toro e, finalmente, uma topologia dos nós, que será abordada mais especificamente aqui.
O que caracteriza a topologia lacaniana desde o início? Foi isso que tentamos transmitir na obra coletiva que publicamos em abril de 2024, os Ensaios sobre a topologia clínica, ou seja, que a topologia lacaniana é uma prática a serviço da clínica e que é, em toda a sua extensão, uma topologia clínica. Isso é verdade para os matemas utilizados nos quatro ou cinco discursos de Lacan, por exemplo, e também para a topologia das superfícies e dos nós. O que isso quer dizer? Quer dizer que se trata de articular estreitamente as figuras estruturais da topologia lacaniana com a clínica do laço social ou da singularidade a mais singular de um sujeito em análise.
Eu escutei, a propósito disto, a seguinte observação: Mas você não acha que, na prática, todo psicanalista é naturalmente topólogo e faz topologia sem saber, ou de um modo inconsciente? Responderei a essa observação pertinente que, certamente, todos os psicanalistas praticam a topologia sem saber, porque a estrutura de todos os casos clínicos que tratamos é, em essência, topológica, mas é uma paixão triste que é a da ignorância, e, em vez de dizer que praticamos a topologia às cegas e que nos satisfazemos com essa cegueira, é necessário dotar-nos de ferramentas que nos permitam saber o que fazemos e como agimos, como realizamos atos na cura. Esse é o objetivo do livro que publicamos e dos workshops de topologia na escola da RSI.
Como pretendemos fazer isso? Como fazemos há muito tempo, com a ajuda de uma prática artesanal que consiste em um trabalho manual com o manuseio de superfícies e nós em sua relação com casos clínicos. Como você deve ter notado, os Ensaios sobre a topologia clínica consistem principalmente em exposições articuladas à clínica e, nesse sentido, seguem Lacan, que não cessa de dizer em RSI que tudo o que ele elabora vem de sua clínica. O que é um nó borroméu? É a tentativa de formalizar, por meio do nó, a posição singular de um sujeito em relação ao real, ao simbólico e ao imaginário. Há algo de original nessa abordagem, pois é a singularidade de uma situação do sujeito em relação ao significante e ao desejo que é abordada pelo nó. Tomemos um exemplo canônico no pensamento de Lacan, o de Joyce. Há nada menos que quatro propostas de nós por Lacan para evocar a estrutura psíquica de Joyce no seminário O Sinthoma, e eu retomei duas delas para falar da relação sexual que Lacan evoca a respeito de Joyce nesse seminário. O que isso significa?
Isso significa que não devemos ter uma representação rígida da estrutura, mas que a estrutura é abordada apenas por hipóteses artesanais que podem se suceder ao longo do tempo e que visam, todas elas, dar conta de um determinado aspecto da realidade do sujeito. É assim que trabalhamos nas oficinas de topologia na escola da RSI, buscando — o termo é retomado por Lacan — buscar – ouvir a estrutura de um paciente singular a partir de várias hipóteses ou figuras topológicas, em uma aproximação que torna essa prática não uma ciência exata, mas uma prática inspirada pela ciência dos nós, ou das superfícies, ou de qualquer outra ferramenta matematizável em uso por Lacan. É também a ideia, cara a Christian Fierens, de um uso dinâmico, em um certo movimento, da topologia ao longo da cura de um paciente. É por isso que consideramos que a topologia é uma prática artesanal que se estende entre a singularidade do caso clínico e a cientificidade das estruturas que têm uma dimensão matemática. Esse é todo o paradoxo dessa prática. Então, agora vamos à questão: essa prática pode criar uma escola? Existe uma escola de RSI?
Será que seríamos capazes de suscitar uma adesão tal que os colegas adotassem naturalmente essa prática em suas clínicas? Esse é o primeiro significado de “criar uma escola”. Nesta fase, isso não é o caso, uma vez que, após um período de grande efervescência em torno da topologia dos nós a partir de 2005, os grupos instituídos dentro da ALI, nomeadamente o grande seminário, mas também o seminário de terça-feira sobre a preparação do seminário de verão, parecem ter quase totalmente renunciado a fazer uso do último ensinamento de Lacan em sua visada estrutural. Isso também é perceptível na organização de nossas jornadas de estudos, onde nunca mais se fala explicitamente de abordagens topológicas dos assuntos tratados. As referências teóricas param em Freud, no Lacan do início dos anos 60, ou mesmo em Dolto, como se toda uma parte do ensinamento de Lacan devesse ser censurada sob o pretexto de que essas hipóteses ultrapassariam o quadro da clínica clássica dos psicanalistas, entendo por clássica a referência aos anos 50 e 60 na obra de Lacan. Essa reticência — escrevo r-e-t-i-c-e-n-c-i-a — também é perceptível no campo lacaniano fora da ALI. Apresentei o projeto dos Ensaios sobre a topologia clínica à editora Erès, que o recusou secamente com o argumento de que era incompreensível. E por que assistimos a essa regressão e a essa vontade de censurar uma parte do ensinamento de Lacan? Porque nenhum grupo instituído e instituinte é reconhecido.
O que é uma escola? Como sabem, o conceito de escola que Lacan retomará, e ao qual voltaremos mais tarde, tem origem nas escolas filosóficas da Antiguidade. Como se estruturam as escolas de filosofia antiga?
As principais escolas de filosofia antiga estão estruturadas em tradições sucessórias que vão dos pré-socráticos às escolas helenísticas (Academia platônica, Liceu aristotélico, Cínicos, Estóicos, Epicuristas, Megarenses, Céticos, etc.), cada uma articulando uma maneira específica de definir o conhecimento, a natureza e a boa vida. Elas formam uma rede de linhagens e controvérsias, em vez de um simples catálogo, e muitas vezes se consideram herdeiras ou corretoras de um mestre fundador (Sócrates, Platão, Aristóteles, Zenão de Cítia, Epicuro.
Por que a filosofia de Sócrates marca uma virada na institucionalização das escolas? A partir de Sócrates, a filosofia se transforma em uma prática dialógica centrada na ética e na introspecção (epimeleia heautou), o que favorece a institucionalização em escolas estáveis, dotadas de um local, uma sucessão de escolarcas (diretores de escola) e um programa. Atenas se torna assim um centro, com a Academia de Platão, o Liceu de Aristóteles e, posteriormente, os pórticos e jardins das escolas helenísticas (Stoa, Jardim de Epicuro etc.).
Por exemplo, Platão fundou a Academia em Atenas no século IV a.C., tornando Sócrates a figura paradigmática do filósofo e articulando uma metafísica das Formas inteligíveis, às quais a alma acessa por meio da dialética. Da mesma forma, Aristóteles, aluno de Platão durante cerca de vinte anos, fundou sua própria escola, o Liceu, por volta de 335 a.C., onde elaborou o corpus aristotélico sobre lógica, física, metafísica, ética, política, biologia, etc. O peripateticismo caracteriza-se por uma ontologia das substâncias individuais, uma lógica formal (silogística) e uma ética da virtude como meio-termo. Como se definem estas escolas?
Elas são definidas pela sua forma institucional: um local (Academia, Liceu, Jardim, Pórtico), uma comunidade de discípulos, uma prática coletiva (aulas, discussões, passeios) articulada a uma ética, ou seja, uma forma de estar presente no mundo, e uma sucessão de líderes que garantem a continuidade do nome e da doutrina. Diógenes Laércio e outros historiadores da filosofia antiga traçam cadeias de sucessão (por exemplo, de Tales a Sócrates, depois a Platão e aos líderes da Academia) que servem tanto para legitimar uma tradição quanto para mapear a história das ideias.
A posteridade dessas escolas é considerável: o platonismo e o aristotelismo estruturam toda a filosofia medieval, enquanto o estoicismo, o ceticismo e o epicurismo alimentam tanto a moral romana quanto muitos motivos modernos (psicologia das paixões, crítica do dogmatismo, utilitarismo, etc.). Embora as instituições em si tenham desaparecido, seus corpora e métodos tornaram-se matrizes para a própria noção de “tradição filosófica”, na qual se pensaria posteriormente a história da filosofia ocidental.
Agora, perguntemo-nos: em que circunstância Lacan introduz o termo escola em seu ensinamento?
Lacan introduziu o significante “escola” no campo psicanalítico em 1964, precisamente associando-o à ideia antiga da σχολή como “lugar de refúgio” e base de operações diante do mal-estar na civilização. Essa escolha opõe a Escola à simples “sociedade” profissional: trata-se menos de um aparato de gestão de títulos e mais de um espaço de trabalho doutrinário e ético, como nas escolas antigas, onde a pertença implica um certo modo de vida e de pensamento.
Como vimos, as escolas filosóficas antigas eram comunidades estruturadas em torno de um local (Academia, Liceu, Jardim, Pórtico) e de um mestre fundador, com o objetivo de transmitir um ensinamento e um modo de vida. A Escola Freudiana de Paris, mesmo que breve (1964-1980), se apresenta da mesma forma como um “local de encontro” para aqueles que querem participar do “renascimento da psicanálise”, ou seja, de uma tradição viva, em vez de um simples corpus morto. Como Lacan pensa sua escola?
Lacan concebe sua escola acima de tudo como um local de trabalho, onde cada um se forma dedicando-se aos textos freudianos e lacanianos, à clínica e às questões contemporâneas. O dispositivo específico é o cartel (pequeno grupo, 4+1), que rompe com a hierarquia professoral: o trabalho é feito de forma colegiada, com uma rotação de funções, o que lembra certos aspectos da colegialidade prática das escolas antigas mais do que o modelo universitário moderno.
Da mesma forma, nas escolas helenísticas, a comunidade se estrutura em torno de exercícios espirituais, discussões coletivas, leituras e práticas compartilhadas que visam uma transformação do eu (ética, ascética, teórica). Os cartéis lacanianos, embora orientados para a teoria e a clínica, em vez da ascese filosófica, também visam uma transformação subjetiva do praticante, ligando o trabalho em grupo e a experiência analítica pessoal como condições de formação. Qual é a orientação ética dessa prática?
A orientação ética não é filosófica no sentido antigo: o objeto não é a sabedoria ou a virtude, mas a entrada em jogo do desejo, do sujeito do inconsciente e do gozo, no âmbito da cura e de seus efeitos. Encontramos um certo “estilo de vida” do analista (renúncia a certas formas de poder, relação singular com o saber, manejo da palavra) que ecoa as figuras do filósofo antigo, mas mediado pela teoria do discurso, pela clínica das estruturas topológicas e pela prática da sessão analítica. O que faz Lacan?
Em textos e seminários (notadamente em torno dos quatro discursos), ele mostra que sua Escola deve ser um lugar onde se subverte o discurso universitário e onde a transmissão não se baseia no conhecimento suposto do mestre, mas no trabalho sobre o significante e o inconsciente. O objeto do saber também não é o mesmo: enquanto as escolas antigas desenvolvem cosmologias, lógicas e éticas sistemáticas, a Escola lacaniana organiza a pesquisa em torno do real do gozo, das estruturas topológicas clínicas, linguagem e subjetividade, tal como definidas pela psicanálise. A referência de Lacan a Platão, Aristóteles, os estoicos ou os céticos (por exemplo, a respeito do agalma, do discurso, da ética) é constante, mas serve sobretudo para reelaborar uma topologia do desejo e do saber, em vez de restaurar uma escola filosófica no sentido antigo. Mas esse dispositivo fracassa para Lacan. Por que ele dissolve a Escola Freudiana de Paris?
Lacan dissolve a Escola Freudiana de Paris em 1980 porque considera que a instituição tende a se tornar um grupo consolidado, uma “Instituição” no sentido eclesiástico, em detrimento do “efeito do discurso” esperado da experiência analítica. Ele apresenta esse ato como a única “solução” para o problema de sua Escola, uma maneira de se retirar como ponto de apoio do grupo. Em resumo, ele considera que aquilo contra o que lutou ao criar sua Escola, ou seja, a constituição de uma Igreja em torno de funções honoríficas ligadas a nomeações ex cathedra, está de volta em sua própria escola.
Ele afirma que seu objetivo inicial – fazer prevalecer o discurso analítico sobre os efeitos de grupo – é “mantido”, mas que a Escola alimenta “desvios e concessões” que “amortecem seu progresso, degradando seu uso”. A dissolução surge, assim, como uma operação para pôr fim ao que ele percebe como um desvio institucional, mais do que como uma sanção dirigida aos membros, aos quais, pelo contrário, ele diz “agradecer” pelo ensino recebido.
Com base nessa experiência, poderíamos legitimamente concluir que a Escola não está isenta de desvios que é melhor evitar, evitando fazer referência a ela devido a esse fracasso. Mas isso não responde à pergunta: a topologia pode servir de modelo? Como responder à pergunta?
A topologia pode “criar escola” em uma associação de psicanalistas se se tornar ao mesmo tempo um operador de formação, um princípio de orientação comum e um dispositivo de ligação das singularidades, em vez de um simples jargão ou um sinal de raliamento doutrinário. Ela funciona então como um modo específico de escrever o real da psicanálise, suscetível de estruturar o trabalho dos cartéis e das associações, orientando-os para a lógica da ligação, em vez de para o Ideal do grupo.
No campo lacaniano contemporâneo, “criar uma escola” significa menos a construção de um dogma do que a implementação de uma orientação compartilhada que organiza o trabalho de formação, a leitura de textos, a clínica e os dispositivos institucionais (cartel, passe, etc.). Uma escola visa apoiar uma certa relação com o saber (o matemático, o não-saber do inconsciente) e com a singularidade, diferenciando-se do modelo universitário e das identificações em massa.
Desse ponto de vista, a topologia só “cria escola” quando determina efetivamente um estilo de trabalho, de leitura e de clínica, e não apenas um repertório de figuras (faixa de Möbius, toro, garrafa de Klein, nó borromiano) que se comentam externamente. Ela se torna princípio de escola quando se indexa à questão central: o que é um analista e como unir as solidões analíticas em uma comunidade que não seja regida pelo Ideal, mas pela transferência ao saber analítico e pelo vínculo à clínica. Nessa perspectiva, em que consistiria a topologia nesse estágio?
Essa topologia é postulada como uma metáfora, como indicado pela RSI e pelo último seminário, “Topologia e Tempo”, equiparando-se à metáfora poética, mas também como uma escrita minimalista de dependências estruturais, se definirmos estrutura como um conjunto de elementos que só têm significado em relação uns aos outros por meio da diferença: ela nos permite abordar questões clínicas (neurose, psicose, perversão, substituições e, além disso, outras estruturas não listadas na nosografia clássica) em termos de modos de encadeamento e desencadeamento. Nesse sentido, abre-se a possibilidade de uma “clínica borromeiana” e de uma formalização transmissível na forma de matemas, que está no cerne da ideia lacaniana da escola como um lugar de invenção e transmissão integral do saber analítico. A esse respeito, existe uma topologia do vínculo associativo?
Uma associação de psicanalistas se depara, em primeiro lugar, com o problema da conexão: como manter unidos sujeitos cuja análise tende ao desmantelamento das identificações, sem recair nos mecanismos da psicologia de massas descritos por Freud e abandonados por Lacan na época da dissolução. A topologia lacaniana pode “tornar-se uma escola de pensamento” aqui, se a associação se tomar como objeto de conexão, refletindo sobre sua própria estrutura a partir de figuras topológicas, e não apenas de categorias jurídicas ou sociológicas.
Pode-se pensar, por exemplo, na ligação entre o analista, a associação e a escola como um nó que envolve vários elementos, onde o “quarto anel” (nomeação, sintoma ou função da Escola) assegura a consistência do todo, muito semelhante ao quarto anel que Lacan por vezes acrescenta. Mas, como Charles Melman há muito defendeu, é sob a égide de um nó de três vias que poderíamos conceber a organização da associação. O que isso significa? Seria uma associação orientada por uma topologia que não busca o Uno (o Ideal ou o Líder), mas sim uma forma de manter unidas as “solidões” analíticas através da lógica de um nó estruturante, passível de ser escrito, criticado e modificado.
O cartel, tal como Lacan o define como o “órgão básico” da Escola, presta-se particularmente bem a uma lógica topológica: trata-se de um arranjo mínimo onde a posição de cada pessoa não é hierárquica, mas estrutural. O “mais um” não comanda o grupo, mas assegura a sua circulação, a revitalização do trabalho e a formação dos produtos — uma função que pode ser concebida como um ponto de conexão ou de torção, e não como uma posição de Ideal. É assim que concebemos o trabalho das oficinas de topologia na Escola RSI.
Colocar a topologia no centro dos grupos de pensamento — por exemplo, focando em como um conceito, um caso ou um dispositivo é “atado” ou “desatado” — significa organizar o treinamento em torno de um questionamento formal da relação, e não apenas em torno do conteúdo teórico. O grupo se torna, então, um espaço para experimentação topológica com a relação social analítica, onde cada membro testa sua maneira singular de se engajar com a escola RSI, com textos freudianos e lacanianos e com a prática clínica. Como seria uma topologia que se tornasse uma escola de pensamento?
Numa associação, uma topologia que se “tornasse uma escola de pensamento” seria aquela que orientasse a escrita de casos, conceitos e mecanismos institucionais na forma de mathemes, isto é, esquemas formais (nós, superfícies, grafos) que pudessem ser retomados e reelaborados por outros. Esse tipo de escrita, em vez de produzir identificações com um estilo ou um mestre, visa conectar singularidades em torno de uma realidade compartilhada — a do gozo, da estrutura e do inconsciente — deixando aberto o trabalho de reconexão contínua. Implicaria, portanto, passar de uma prática de censura eclesiástica do conhecimento transmitido por Lacan para a abertura da psicanálise à topologia, tanto como prática clínica quanto como forma de conduta dentro da instituição — em suma, uma ética derivada da prática da topologia.
Tradução : Darlene Tronquoy