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A DOR DE LACAN

MELMAN Charles
Date publication : 10/10/2019
Dossier : Traduction éditoriaux
Sous dossier : En portuguais

 

A dor de Lacan
 
Cada um sofre em lugar diferente, é exatamente o que nos distingue uns dos outros. Lacan, por exemplo, tinha dor com seu semelhante. É uma localização essencial uma vez que ela comanda seu dizer, castrado pelo que ele consente em escutar, e caso contrário você passa por louco. Então, ele passou um tempo a tentar formar semelhantes dispostos a partilhar com ele um dizer inédito, completamente.
 
De onde falava ele? De um lugar esvaziado, naturalmente, das diversas instancias e tolices das quais o acusamos habitualmente para nos protegermos contra a angústia. Sua justificativa desde então não podia se sustentar senão na organização lógica de seu dito, afim de dar acesso ao vazio real do qual quereremos fazer uma origem, já que nós sempre procuramos uma.
Mas eu exagero. Ele tinha inicialmente dor com ele mesmo, com a imbecilidade do que vem do inconsciente, desse negócio que ignora o Um, contudo se ele chega a imaginá-lo faz disso um deus. É assim que com a letra chegaremos a fazer Um livro, com o digital jogaremos do 0 ao 1, com o quântico nós o empilharemos, etc.
 
Aonde quero chegar? O egoísmos sendo de bom grado prevalente, sem dúvida ao fato de saber se eu mesmo faço Um? Contudo eu conheço a resposta: não mais nem melhor que Lacan.
 
                                                                                                         Charles Melman
                                                                                             3 de outubro de 2019
 
 
 
Traduction faite par Letìcia Fonsêca

 

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