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A competição

MELMAN Charles
Date publication : 03/04/2018
Dossier : Traduction éditoriaux

 

Sabe-se que a competição fálica está no princípio do funcionamento dos grupos. Princípio esse que surgiu mesmo desde o início da psicanálise com “o protesto viril” de Adler.

O problema é que a análise mostra que se o desejo do sujeito (\$<>a) passa pelo papel da instância fálica na determinação erótica do objeto, o gozo desse último esbarra na castração que a dita instância impõe.

O gozo narcísico, em contrapartida, é encorajado a ser total e portanto totalitário, uma vez que proposto para a maior grande glória da dita instância – nesta ocasião totalizante, não mais castradora.

Se se reconhece que os psicanalistas não podem se reunir sob o signo, ordinário, da instância ordenadora da castração e portanto, também do recalque, porém não mais sob o signo do objeto a, forçosamente singular, o que então, grandes deuses, poderia reuni-los?

Ora, eles têm necessidade de uma “comunidade” para poder trocar, condição para que sua disciplina exista.

À luz do que foram, ou são, as sociedades psicanalíticas, incluindo aí a nossa naturalmente, o que dizer disso?

Ch. Melman-28.03.18

 

Tradução : Leticia Patriota

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