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Fez inacabado

MELMAN Charles
Date publication : 14/03/2017
Dossier : Traduction éditoriaux

 

Inúmeros colegas que voltaram da Jornada sobre “a fabricação do radicalismo”, parecem achar que não perderam seu tempo.
Duas questões, pelo menos, parecem ter ficado pendentes.
A primeira concerne às condições gerais da fabricação do fanatismo. É claro que, de fato, ele não esperou o Islam para se manifestar e conhecemos nacionalismos – que hoje chamam de populismo – que não eram ou não são menos excitantes.
As condições gerais das retóricas suscetíveis de transformar povos corajosos em loucos furiosos merecem, contudo, ser estudadas, antes do que seriam as particularidades do islam.
A segunda questão concerne à elaboração não mais de uma queixa humanista, mas de uma contra-retórica bastante poderosa para fazer os infelizes cativos, se enjoarem deles mesmos.
Dounia Bouzar e Serge Hefez, ao final de trabalhos minuciosos, concluem sobre o papel determinante da contratação, no djihad, de escritório de comunicação, funcionando contudo na tela.
Parece que não somos incapazes de responder a essas questões pendentes, como o são os jovens explorados por especialistas do marketing, que utilizam para seus negócios textos sagrados e pesquisadores em dificuldade.
Ch. Melman
5 de março de 2017
Tradução : Leticia Patriota

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