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A Ciência contra o porco

Date publication : 20/11/2017
Dossier : Traduction éditoriaux

O progresso desde a caçada ao snark[1] é que hoje o animal foi claramente identificado, e isso apesar da esperteza das aparências ou maneiras que ele pode tomar é o sexo naturalmente. Seu último avatar – o porco – não deve nos enganar. É o protótipo que a nova caçada quer eliminar, e os primeiros gritos anunciam o desaparecimento por vir da espécie.

É bom que se tenha identificado a causa do mal-estar geral: social, mental, sentimental, físico, conjugal, familiar, parental, etc. em suma, tudo o que conta esta perturbado pelo animal. E, primeiramente, ele mesmo, que ruge por ter de chafurdar na lama

O belo livro de C. Millet Aimer Laurence lembra-nos como Lord Chatterley confiava a seu jardineiro a tarefa de cuidar de sua mulher. A ciência vai generalizar melhorando seu bem estar

E, de início, se a natureza não lhe deu um, ao menos que seja evidente, em nome de que a cultura iria obrigá-lo a suportar isso, ainda que rústica, a penetração? Quanto a maternidade, as incubadoras estão quase prontas. E para educar as criancinhas, as tela vão estar melhor programadas.

Mais tarde, nos divertiremos narrando as histórias daqueles que acreditavam dever por orgulho abrir sua braguilha, e impor suas más maneiras, enquanto hoje a calcinha plastificada feita em 3D é unissex e a igualdade enfim realizada graças à ciência.

                                                                                                                           Ch. Melman

                                                                                                                           1 de novembro de 2017

Tradução : Leticia Patriota 

[1] Animal de ficção do livro de Lewis Caroll A caça ao Snark (La chasse au snark), de 1896.

 

 

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